PEIXINHO

sábado, 14 de dezembro de 2013

NATAL!




Como falar sem relembrar meu passado
A minha infância onde era tudo tão simples
Cartinhas penduradas em árvores
Luzes só das estrelas no céu
E a espera do velhinho Papai Noel...

A noite de Natal a família se reunia
Primeiro na igrejinha
Onde era feito as orações
O amor e a paz inundavam os corações...

E logo que terminavam
Era hora de degustar doces fritos
Criança não tomava vinho
Mas tinha os sucos e bolinhos...

Antes de dormir era hora de colocar os sapatinhos
E quando o dia raiva era aquela correria
Todos queriam ver o seu presentinho...

Era tudo muito simples
Uma fita uma meia
Tudo que recebia
A gente agradecia...


O NATAL DA MINHA INFANCIA


Lembrei-me do presépio
Todo armado com carinho
A família reunida
Mesmo com simplicidade
Era o símbolo da nossa verdade...

As imagens os animais
Tudo esculpido e pintado
Alguns feitos de argila
Feitos com maior cuidado...

Lembro-me da euforia
Quando à tardinha nos reuníamos
Sempre na casa da minha avó
Era aquela alegria...

Jesus Menino acolhido
No berço da manjedoura
As casinhas de papelão
Sempre feitas com dedicação...

O tempo passa a gente cresce
Mas lembranças da infância
Jamais se esquece...

Irá Rodrigues-14/12/2013


NATAL DA MINHA INFÂNCIA



Lembro com saudades
Da árvore de natal
Feita de galhos
Toda coberta com algodão
Pendurávamos meias
Ali eram colocados os pedidos
Os enfeites não tinham quase nada
Mas tinha bolas tinha luzes
E coisas  retiradas da natureza
Mas no final ficava uma beleza...
Criança não sente muita tristeza
Mas motivo agente tinha
Sem  mãe para nos abraçar
Ficávamos a imaginar que aquela estrela
Que no céu piscava tão forte
Era ela com certeza
Que vinha a nos olhar...
Tudo naquele tempo era tão diferente
A gente dava valor às pequenas coisas
Um simples brinquedo valia mais que ouro
Guardávamos com tanto zelo como se fosse um tesouro...
Papai Noel a gente nunca viu
Mas imaginava ser um bom anjinho
E ficava a noite acordada
A espera do bom velhinho...


NATAL DA MINHA INFANCIA



Que saudade que tenho
Daqueles natais
Vividos na minha infância
A ceia na casa da minha avó
Os doces quentinhos no fogão a lenha
Lembro tinha dez anos
Quando ganhei um lindo presente do meu avô
Uma malinha de couro
Com frisos dourados
Tinha até chave para trancar
E ali meu desejo podia guardar
A ceia era de fartura
A família sempre reunida
Vinham de longe de perto
Não cabia tanta alegria
Mas tudo isso se acaba
Meus avós se foram
A família já não mais se reunia
Chegava o Natal a saudade doía...
E é sempre assim
No Natal a gente fica feliz
No outro fica triste
Mas o tempo passa e criança esquece
A vida continua
Melhor não relembrar
Deixar as tristezas adormecidas
E relembrar tudo que nos fez ri
De tudo que nos fez feliz...


Feliz natal!